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   quinta-feira, 22 de agosto de 2019
  II Encontro de Coordenadores Sindicais  

 

O Sinduscon-GV participou nos dia 06, 07 e 08 de outubro do II Encontro de Coordenadores Sindicais, que reuniu cerca de 100 executivos no Hotel Tauá. Na abertura do evento, o coordenador da Assessoria de Relações Sindicais (ARS), Antônio Marum, lembrou que em fases de intensa mudança ambiental e organizacional que implique redefinição de Padrões operacionais, e, principalmente, de papéis, com alteração dos mesmos e demanda de novas expectativas e responsabilidades, é essencial promover a realização de encontros para nivelamento conceitual e operacional dos profissionais envolvidos na liderança sindical.

Ele observou que a idéia do encontro é abrir espaço para reflexões sobre os conceitos postos e o reposicionamento conseqüente, além de dar ferramentas para percepção das dificuldades e possibilidades, ambiente e estrutura interna como motores de sustentabilidade e comprometimento com os desafios articulados pela nova ordem.

Durante o evento foram abordados vários temas, Associativismo e Administração Sindical Estratégica, Postura e Papéis do Coordenador Sindical e Negociação e Resolução de Conflitos.




 

  Nova Lei de Estágio 

 



 



NOVA LEI DE ESTÁGIO (Nº 11.788)





O SINDUSCON-GV informa que já se encontra em vigor a Nova Lei de Estágio, sancionada pelo Presidente da República em 25/09/2008 e publicada no Diário Oficial da União em 26/09/2008.




Confira as principais mudanças na Legislação de Estágio:


 ● Acompanhamento do estágio por professor orientador e supervisor da empresa, com elaboração de relatórios periódicos;


● Possibilidade de Profissional Liberal conceder estágio;


● Jornada diária máxima de 04 horas e 20 horas semanais para estudantes do ensino especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional de educação de jovens e adultos;


● Jornada diária máxima de 06 horas e 30 horas semanais para estudantes do ensino superior, da educação profissional de nível médio e do ensino médio regular;


● Jornada de até 40 horas semanais para estudantes de cursos que alternem teoria e prática, com estágio previsto no projeto pedagógico;


● Prazo máximo de estágio de 02 anos na mesma empresa;


● Em caso de estágio não-obrigatório sempre deverá haver o pagamento de bolsa e vale-transporte;


● Férias remuneradas;


● Limitação do número de estagiários do ensino médio em relação ao quadro de pessoal da empresa contratante;


● Fica assegurado o estágio às pessoas portadoras de deficiência;


● A prorrogação dos estágios contratados antes desta Lei deverá ser ajustada às suas disposições;


● Mantida a isenção social e trabalhista.



As mudanças valem somente para os novos contratos firmados a partir de 26/09/2008, os atuais estágios seguem a regra antiga. Portadores de deficiência terão direito a 10% das vagas.




 

  Tabela de Calculo da Contribuição Sindical 2010 

TABELA PARA CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL

Vigência: 1º de janeiro de 2010

 

 

Tabela progressiva para cálculo da Contribuição Sindical, vigente a partir de 1º de janeiro de 2010, aplicável aos empregadores industriais (inclusive do setor rural) e agentes ou profissionais autônomos organizados em firma ou empresa de atividades industrial:

 

 

LINHA

CLASSE DE CAPITAL SOCIAL (R$)

ALÍQUOTA (%)

VALOR A ADICIONAR (R$)

1

De                0,01    a    9.524,25

Contribuição Mínima

76,19

2

De          9.524,26    a    19.048,50

0,8

-

3

De            19.048.51 a 190.485,00

0,2

114,29

4

De       190.485,01 a 19.048.500,00

0,1

304,78

5

De 19.048.500,01  a  101.592.000,00

0,02

15.543,58

6

De       101.592.000,01 Em diante

Contribuição Máxima

35.861,98

 

 

Notas:

 

1. As  empresas  ou  entidades  cujo  capital  social  seja  igual ou inferior a R$ 9.524,25 são

obrigadas  ao  recolhimento  da  Contribuição  Sindical mínima de R$ 76,19, de acordo com o

disposto no § 3º art. 580 da CLT;

 

2. As  empresas  ou  entidades  com capital  social superior a R$ 101.592.000,01 recolherão a

Contribuição máxima de R$ 35.861,98 de acordo com o disposto no § 3º do art. 580 da CLT;

 

 

  Notícias 

Jornal O Estado de S.Paulo/BR   |   23/02/2011
fgv: inflação na construção civil é de 0,39% no mês

ALESSANDRA SARAIVA - Agencia Estado

RIO - A inflação na construção civil ganhou força em fevereiro. O Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M), que mede a evolução de preços no setor, subiu 0,39% este mês, o que indica uma leve aceleração ante a taxa de 0,37% registrada em janeiro. Com o resultado, o índice acumula alta de 0,76% no ano e de 7,46% nos 12 meses encerrados em fevereiro. O INCC-M representa 10% do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M).

Ao detalhar o desempenho do índice em fevereiro, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que os preços de materiais, equipamentos e serviços subiram 0,65%. Em janeiro, a inflação deste segmento foi menos intensa, de 0,42%. Já os preços de mão de obra subiram 0,12% em fevereiro, após registrarem alta de 0,32% em janeiro.

Entre os produtos pesquisados para cálculo do indicador, as mais expressivas elevações de preços na construção civil foram apuradas em condutores elétricos (4,92%), taxas de serviços e licenciamentos (2,12%) e vale transporte (2,46%). Já as mais expressivas quedas foram identificadas em massa de concreto (baixa de 0,58%), tubos e conexões de PVC (recuo de 0,16%) e tábua de 3ª (queda de 0,27%).

  Notícias  
Prorrogada a adoção do Ponto Eletrônico

  

 

A adoção do Registrador Eletrônico de Ponto – REP, previsto na Portaria MTE nº 1.510/2009, foi adiada mais uma vez, agora para o dia 1º de setembro de 2011. O Ministério do Trabalho também determinou a constituição de Grupo de Trabalho para estudar eventuais modificações no Sistema de Registro Eletrônico de Ponto.

 

Foi, ainda, autorizada a adoção de sistemas alternativos de controle de ponto, desde que disciplinados em Acordo ou Convenção Coletiva de Trabalho.

 

Veja abaixo a integra da Portaria nº 373, publicada no Diário Oficial da União de hoje, 28/02.

 

 

PORTARIA Nº 373, DE 25 DE FEVEREIRO DE 2011 (Publicado no DOU de 28/02/2011, p. 131)

 

Dispõe sobre a possibilidade de adoção pelos empregadores de sistemas alternativos de controle de jornada de trabalho.

 

O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso das atribuições que lhe conferem o inciso II do parágrafo único do art. 87 da Constituição Federal e os arts. 74, §2º, e 913 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943; resolve:

 

Art.1º Os empregadores poderão adotar sistemas alternativos de controle da jornada de trabalho, desde que autorizados por Convenção ou Acordo Coletivo de Trabalho.

 

§ 1º O uso da faculdade prevista no caput implica a presunção de cumprimento integral pelo empregado da jornada de trabalho contratual, convencionada ou acordada vigente no estabelecimento.

 

§ 2º Deverá ser disponibilizada ao empregado, até o momento do pagamento da remuneração referente ao período em que está sendo aferida a freqüência, a informação sobre qualquer ocorrência que ocasione alteração de sua remuneração em virtude da adoção de sistema alternativo.

 

Art. 2° Os empregadores poderão adotar sistemas alternativos eletrônicos de controle de jornada de trabalho, mediante autorização em Acordo Coletivo de Trabalho.

 

Art. 3° Os sistemas alternativos eletrônicos não devem admitir:

 

I - restrições à marcação do ponto;

 

II - marcação automática do ponto;

 

III - exigência de autorização prévia para marcação de sobrejornada; e

 

IV - a alteração ou eliminação dos dados registrados pelo empregado.

 

§1º Para fins de fiscalização, os sistemas alternativos eletrônicos deverão:

 

I - estar disponíveis no local de trabalho;

 

II - permitir a identificação de empregador e empregado; e

 

III - possibilitar, através da central de dados, a extração eletrônica e impressa do registro fiel das marcações realizadas pelo empregado.

 

Art. 3º Fica constituído Grupo de Trabalho com a finalidade de elaborar estudos com vistas à revisão e ao aperfeiçoamento do Sistema de Registro Eletrônico de Ponto - SREP.

 

Art. 4º Em virtude do disposto nesta Portaria, o início da utilização obrigatória do Registrador Eletrônico de Ponto - REP, previsto no art. 31 da Portaria nº 1510, de 21 de agosto de 2009, será no dia 1º de setembro de 2011.

 

Art. 5º Revoga-se a portaria nº 1.120, de 08 de novembro de 1995.

 

Art. 6º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

 

 

(Colaboração: Fernando Guedes Ferreira Filho - escritório Guedes Ferreira Advogados, integrante da Unidade de Serviços Jurídicos do Sinduscon-MG)

  Noite Festiva do Sinduscon-gv e Aspea 





O Presidente da ASPEA - Associação dos Profissionais de Engenharia Arquitetura e Agronomia, Rosalvo Fernando Biondi de Novaes e do Sindicato das Indústrias da Construção Civil de GV - Adair Pereira Barbosa, receberam associados, patrocinadores e convidados para noite festiva do Sinduscon e Aspea, no salão de festas do Champagne, onde foi oferecido coquetel.
Com a presença da Prefeita Elisa Costa, da presidente da câmara Dilene Dileu, dos vereadores Glêdston Araújo e Regino Cruz os presidentes e a Prefeita cumprimentaram os presentes parabenizando a todos os engenheiros e arquitetos pelo dia do Construtor Civil.

  "Feriado de Carnaval"  

CARNAVAL

É OU NÃO FERIADO? FOLGA AUTOMÁTICA PODE GERAR ALTERAÇÃO CONTRATUAL

As controvérsias geradas em torno do “feriado de carnaval" em função da tradição em vários municípios de não haver expediente laboral nas empresas, bancos ou repartições públicas, nas terças-feiras de carnaval e até nas quartas-feiras de cinzas, até meio dia, ainda são motivos de discussões entre empregados e empresas.

Esta tradição induz muitas pessoas a acreditar que é feriado e que, portanto, não precisam exercer suas atividades nos seus locais de trabalho.

Esta confusão ocorre principalmente porque a maioria dos calendários aponta em vermelho a terça-feira de carnaval indicando, genericamente, que se trata de feriado nacional.

LEGISLAÇÃO

A Lei nº 9.093/95 que dispõe sobre feriados civis estabelece que sejam feriados somente aqueles declarados em Lei Federal ou Estadual, quando se tratar da data magna do Estado.

 São considerados também feriados religiosos os dias de guarda conforme o costume ou tradição local declarados em Lei Municipal, os quais não poderão ser em número maior do que 4 (quatro) dias no ano, já incluso neste, a Sexta-Feira da Paixão de acordo com o art. 2º da referida lei.

Não obstante, a Lei nº 10.607/2002, que dispõe sobre os feriados nacionais, alterou o art. 1º da Lei nº 662/49, concomitante com a Lei 6.802/80, estabelecendo que sejam feriados nacionais os dias:

•1º de janeiro → (Confraternização Universal - Ano Novo);

•21 de abril → (Tiradentes);

•1º de maio → (Dia do Trabalho);

•7 de setembro → (Independência do Brasil);

•12 de outubro → (Nossa Senhora Aparecida);

•2 de novembro → (Finados);

•15 de novembro → (Proclamação da República); e

•25 de dezembro → (Natal).

ENTENDIMENTO

Com base na legislação não há dúvidas quanto aos feriados nacionais uma vez que estão expressos em Lei Federal.

Quanto aos demais feriados que a Lei Federal outorga aos municípios, há que se verificar quais os feriados municipais estão expressos em lei, limitados ao total de 4 (quatro) feriados no ano.

Partindo desse pressuposto, se não houver uma lei municipal estabelecendo que o carnaval seja feriado, o trabalho neste dia será normal e o não comparecimento ao trabalho, acarretará prejuízos salariais ao empregado. Haverá prejuízo da mesma forma no caso da quarta-feira de cinzas.

 

Normalmente temos os possíveis feriados determinados por lei municipal, observado o limite acima, os quais podem variar dependendo dos respectivos costumes ou tradições de cada região:

Sexta-Feira da Paixão     → Data móvel

Corpus Christi                 → Data móvel

Aniversário da Cidade    → Data determinada pelo município

Carnaval                          → Data móvel

Padroeiro(a) da Cidade  → Data determinada pelo município

Outros                             → Data determinada pelo município

 

POSSIBILIDADE DE DISPENSA DO TRABALHO

Pela lei trabalhista nos municípios em que não haja lei determinando que o carnaval ou qualquer outro dia comemorativo por tradição seja feriado, há basicamente três possibilidades dos trabalhadores usufruírem desta folga sem prejuízos salariais, possibilitando também à empresa adequar a jornada de trabalho às suas necessidades de produção e demanda de serviços:

1ª) Compensação destas horas mediante acordo coletivo de banco de horas;

2ª) Compensação destas horas mediante acordo de compensação (compensação do excesso de horas de trabalho em um dia/período pela correspondente diminuição em outro) desde que não ultrapasse o limite máximo diário estabelecido por lei, observado o acordo coletivo da categoria.

3ª) Liberalidade do trabalho por parte da empresa.

 

  1º Reunião da CIC 

Câmara da Indústria da Construção traça estratégias de ação

A primeira reunião da Câmara da Indústria da Construção (CIC), realizada nesta quarta-feira (27/04), foi marcada pela exposição de ideias e sugestões pelos seus integrantes para superar os desafios que o setor enfrenta. O presidente da CIC, Teodomiro Diniz Camargos explicou, na abertura dos trabalhos, que o objetivo foi o de reunir o maior número possível de informação para que dali saíssem as diretrizes das futuras ações da CIC.”É importante afinarmos nossa sintonia. O que queremos da CIC para que possamos conduzir melhor nosso trabalho? Isso ajudará a Fiemg a cumprir sua missão com mais eficiência”, disse Teodomiro Camargos

 

Na parte inicial, de prestação de contas, o presidente da CIC informou que está sendo realizado um estudo sobre o vetor noroeste, RMBH. A meta é que o trabalho oriente a criação de uma zona de construção civil no município de Neves para a produção de blocos, pré-moldados entre outros produtos. “Boa parte dos trabalhadores de Neves é da construção civil. Queremos que eles, em vez de vender mão de obra, vendam produtos de valor agregado, criando uma espécie de APL na região”, explicou Teodomiro Camargos.

 

Uma das questões que mereceu maior tempo dos participantes foi a da escassez de mão de obra. Uma das análises, apresentada pelo presidente do Sinduscon de Governador Valadares, Adair Pereira Barbosa, avaliou que essa falta de trabalhadores para o setor vai induzir as empresas a buscar formas de construir mais modernas, usando mais tecnologia. “Preparar a indústria para essa mudança vai ajudá-la a continuar aproveitando o bom momento que vive o setor”, disse Barbosa, que sugeriu a apresentação de soluções da CIC para o Senai.

 

O incentivo ao surgimento de pequenos empreendedores da construção civil, no próprio vetor noroeste, seria uma solução para a falta de mão de obra, sugeriu gerente regional da Associação Brasileira de Cimento Portland, Lincoln Raydan. Pequenas empresas com um número entre 50 e 100 funcionários, que prestariam serviço para as construtoras. “Isso é o que as empresas construtoras estão buscando hoje. Podemos ajudar a formar esse pessoal, tanto técnica quanto gerencialmente”, concluiu Raydan.

  Terrenos de Marinha 

Parlamentares debatem embargo de obras já licenciadas e terrenos de marinha durante reunião do Conselho de Administração

O Conselho de Administração da CBIC se reunirá nesta terça-feira, dia 13 de setembro, em Brasília, para, entre outros assuntos, tratar dos temas: o problema do embargo de obras já licenciadas, e a questão dos Terrenos de Marinha, com as participações do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e do deputado Federal José Chaves (PTB-PE) que acompanham esses temas no Congresso Nacional. O problema do embargo das obras já licenciadas envolve institutos ambientais, órgãos relacionados ao setor de aeronáutica e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Essas paralisações geram um cenário de incertezas e insegurança jurídica aos empreendimentos, com comprometimento de investimentos e milhares de postos de trabalho gerados. Já a questão dos Terrenos de Marinha remete a uma prática irregular que vem ocorrendo na cobrança do foro anual ou da taxa de ocupação, onde os valores fixados não deveriam levar em conta as benfeitorias feitas sobre o terreno, ficando o cálculo restrito unicamente ao valor da terra nua. Assim como a cobrança de laudêmio nas transferências, que deveria ser somente sobre o valor do domínio pleno do terreno e não das benfeitorias sobre ele existente. Verifica-se, também, a grande insegurança jurídica que se impõe nos imóveis sob regime de ocupação, tendo em vista que nesse regime a propriedade é total da União e apenas a posse é dada aos ocupantes de terrenos da união sob esse regime. Isso acarreta dificuldades na concessão de financiamento junto às instituições financeiras para imóveis sob regime de ocupação, bem como fica praticamente impossível a participação de investidores estrangeiros, indispensáveis para o aquecimento da economia nacional e geração de empregos. Também constam na pauta, os seguintes assuntos: 84º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic); apresentação Rio = 20 e Programa Minha Casa, Minha Vida. A reunião terá início às 11h30 e término previsto para as 17h.

  Notícia 02/06/2011 



Jornal Diário do Comércio/BR - 02/06/2011

aquecimento do setor requer gestão segura

Rio - De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic), o segmento espera crescer 6% em 2011 sobre 2010. Fatores como as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os megaeventos esportivos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 impulsionam o desenvolvimento do setor nos próximos anos.

Com base nesses dados a Inforcomp optou por focar ainda mais sua atuação na construção civil, aumentando a carteira de clientes nessa área. Hoje conta com importantes clientes como Gafisa, Even, Cyrela, BKO, Living, WTorre, Trisul, Inpar, Adolpho Lindenberg, MSB Sanchez, Matec, RMA, Camargo Corrêa, Klabin Segall e várias outras.

A solução Inforcomp - Controle de Acesso à Obras -, única no mercado nacional, vem conquistando construtoras de grande, médio e pequeno porte, detendo hoje uma fatia considerável do mercado, com obras em todo o Brasil, constituindo um universo que conta com aproximadamente 50 empresas e cerca de 400 obras, estimando um crescimento de 58% neste ano.

A credibilidade da Inforcomp neste mercado consolidou-se com o "Controle de Acesso", que permite saber quem está na obra em cada momento. Além de um banco de dados central para acesso integrado e remoto às informações, o sistema prevê umbackup do banco de dados na própria catraca. "Informa quantos operários, de cada especialidade, por empreiteira, estão presentes", explica o diretor da Inforcomp, José Roberto Stagliório. O sistema também integra dados relativos à gestão dos funcionários, como treinamentos e retirada dos EPIs (equipamentos de proteção individual).

O mercado da construção civil no Rio de Janeiro está em franca expansão, onde a MP Acesso está desenvolvendo diversos projetos para divulgação do sistema de obras da Inforcomp, que exige a especialização de profissionais da empresa para atender na região. "Na capital do Rio de Janeiro, o mercado nessa área está muito bom, com grandes empreendimentos e obras para o Pan e Copa do Mundo", analisa o executivo da MP Acesso, Arthur Passos de Oliveira.

Segundo Oliveira, no Rio as vendas do "Controle de Acesso à Obras" estão indo bem. Um cliente em potencial em Niterói, por exemplo, a Construtora Pinto de Almeida, a mais antiga do Brasil, já fechou o negócio para aquisição da catraca. "Estamos agora em contato com a maior empresa da América Latina, a PDG, que comprou várias construtoras, como a CHL."

Esta parceria começou no início do ano, e já mostra resultados efetivos com a receptividade dos clientes. A MP Acesso espera faturar com a Inforcomp, ainda em 2011, mais de R$ 700 mil. "O Controle de Acesso à Obras atende bem as necessidades da construção civil e é único no Brasil", explica Oliveira.

Outro Estado que está vivendo esse crescimento é Minas Gerais. Segundo Paulo Maurício de Araújo, dirigente da Técnica Benelli, de Belo Horizonte, explica que o aquecimento desse mercado e a procura pelo Sistema de Acesso à Obras aumentou. "Começamos a parceria com a Inforcomp em fevereiro deste ano e já vamos vender esse produto para muitas empresas, uma que já adquiriu é a Masb", afirma. Segundo Araújo, as expectativas são bem favoráveis e espera conquistar uma boa fatia desse mercado.

Segundo Stagliório, tudo começou na dédaca de 80, quando a indústria da construção civil, assoberbada com os problemas trabalhistas com seus funcionários e dificuldades de administrar grande quantidade de pessoas, encontraram uma solução muito prática: terceirização. Essa escolha parecia ser a mais adequada, pois com a mão de obra quase totalmente terceirizada a construtora pensou que estava se desvencilhando dos problemas trabalhistas transferindo-os para as empreiteiras. Só que quando começaram a ocorrer os processos trabalhistas contra as empreiteiras, a Justiça do Trabalho arrolou as construtoras como co-responsáveis, criando a figura jurídica da "Culpa Solidária".

Assim, as construtoras entenderam que deveriam selecionar melhor suas empreiteiras, para que elas trabalhassem corretamente, de acordo com a legislação trabalhista. Os departamentos de Recursos Humanos das construtoras criaram mecanismos de fiscalização e auditoria nas respectivas empreiteiras, mas muitos tornaram-se inviáveis para serem realizados manualmente.

  Aréa de Lazer 
Jornal do Commercio Online/PE 26/08/2011
 

Área de lazer ganha importância na hora da compra do imóvel

Mercado

Há condomínios com até 40 itens de diversão e serviço
Com a violência, o trânsito intenso e os apartamentos cada vez menores, as áreas de lazer dos edifícios ganharam uma importância maior na hora do cliente decidir pela compra do imóvel. Para agradar os compradores, as construtoras passaram a cuidar bem do projeto dos espaços de lazer e a maioria delas já entrega tudo mobiliado e equipado para mimar os compradores. "É uma forma de satisfazer o cliente e fazer com que ele não se preocupe na hora de se mudar com a decoração da área de lazer. Quando o edifício é entregue somente com os espaços vazios, é comum a existência de taxas extras para os condôminos para comprar os equipamentos. Isso traz um desgate para o morador que já tem que arcar com a taxa normal de condomínio e muitas vezes com a prestação do apartamento", explica um dos sócios da DMC Imóveis Marcelo Carvalho. Além da entrega das áreas equipadas e mobiliadas, as construtoras passaram a incluir mais itens nos espaços de lazer. A lista vai desde o básico como piscina, salão de festas e minicampo gramado até opções de diversão inusitadas como pista de skate, boate, cinema, garage band, entre outras. A quantidade de itens depende do tipo de projeto do empreendimento. No estilo condomínio clube, marcado por uma grande quantidade de apartamentos compactos, a área de lazer é ampla e completa e traz até 40 itens. "A ideia é que o morador tenha tudo lá dentro e não precise sair de casa para se divertir. São os empreendimentos voltados para que têm filhos e trabalha fora. Daí as crianças fazem tudo no condomínio, evitando sair com receio da violência e proporcionando uma maior comodidade para os pais", completa Carvalho. Nos condomínios clube, a gestão da área de lazer é geralmente feita por uma empresa do ramo já que a quantidade de itens demanda um cuidado mais especializado. O acabamento da área de lazer e a qualidade dos móveis e equipamentos usados para equipá-la estão diretamente ligados ao preço do apartamento. Os imóveis mais caros voltados para a classe média alta têm áreas de lazer decoradas com itens requintados. Mas isso não quer dizer que os apartamentos mais populares sejam equipados com desleixo. Pelo contrário, até os imóveis do Minha casa, minha vida têm espaços de lazer bem decorados. "O consumidor já está acostumado a ter uma quantidade maior de itens de lazer do que se tinha antigamente. Como os apartamentos estão menores, eles vão mais usar os espaços de diversão", explica o diretor administrativo-financeiro da Duarte Construções, Germano de Sá Barreto.  Segundo ele, o cliente tem que ter cuidado na hora da compra para não ficar encantado com a enorme quantidade de itens de lazer de um empreendimento e analisar se realmente vai utilizar todos os espaços. "É mellhor uma área de lazer com seis itens funcionais que são utilizados com frequência pelos moradores do que aquelas com 40 espaços que não têm muita utilidade", garante.  Além da ampliação do número de itens das áreas de lazer, outra característica dos novos tempos da construção imobiliária é a segmentação dos espaços para agradar os moradores de todas as idades. Antigamente, a maior parte dos prédios tinha apena um salão de festas. Hoje são vários voltado para públicos diferentes. Há o salão de festas para os adultos, os voltados para os adolescentes e aqueles para as festas infantis. As crianças menores também ganharam um espaço lúdico e seguro: a brinquedoteca. Isso permite que crianças de dois ou três anos brinquem longe das maiores para evitar acidentes.  Na hora de receber o imóvel, os moradores devem checar logo se todos os equipamentos da área de lazer estão funcionando e se encontram em bom estado. Em caso de itens quebrados ou danificados, o ideal é contactar logo a construtora para que a peça seja consertada ou substituida. Agora se o equipamento quebrar tempos depois que o imóvel for entregue com o uso frequente, aí a responsabilidade é da empresa fabricante.
  Governo estuda criação de índice oficial de preços para o setor imobiliário 

Governo estuda criação de índice oficial de preços para o setor imobiliário

O governo estuda a criação de dois novos indicadores para acompanhar a variação dos preços dos imóveis. O primeiro, até o momento chamado de Índice de Valorização de Imóveis, será elaborado pelo IBGE, em parceria com os bancos. Também foi firmado convênio entre a Caixa Econômica Federal, a Fundação Getulio Vargas (FGV) e a Abecip, para apurar um segundo medidor para o segmento. A ideia surgiu da necessidade de o Banco Central (BC) acompanhar os preços de um dos setores mais importantes da economia, mas que não possui nenhum indicador. Sob recomendação do BC, a Caixa fechou acordo com a FGV para fornecer suas avaliações das moradias. O índice a ser desenvolvido pelo IBGE, terá a coordenação do Ministério da Fazenda, e será o índice oficial do governo. Esse indicador será mais amplo. Já a FGV vai trabalhar apenas com a avaliação feita pelos bancos. A fundação montou um modelo em que os bancos, via Abecip, fornecem os laudos de avaliação feitos para contratos de financiamento imobiliário e a FGV constrói o índice. Fonte: Valor Econômico.

  Revisão de Norma 

Consulta Nacional

ABNT disponibiliza revisão de norma sobre manutenção de edificações em consulta nacional até dezembro

Consta em consulta nacional pela Associação Brasileira de Normas Técnicas a revisão da NBR-5674 – Manutenção de Edificações – Requisitos para o sistema de gestão da Manutenção. A Consulta Nacional é realizada inteiramente on line, sem qualquer ônus, sendo possível acessar, visualizar, imprimir e apresentar sugestões aos Projetos de Normas da ABNT e do Mercosul, conforme instruções apresentadas no próprio site. Foram quase 11 meses de muito trabalho e que contou com a participação de diversas entidades, dentre elas, a CBIC, Sinduscon-PR, Sinduscon-SP, Secovi-SP, Ibape, Caixa Econômica Federal, Ministério Público, Anamaco, entre outras - que juntamente com algumas empresas e profissionais autônomos discutiram a gestão do sistema de manutenção. A comissão de estudo teve como uma de suas preocupações a de introduzir no corpo da norma as exigências da gestão de manutenção também para edificações já entregues e passíveis de manutenções rotineiras, corretivas e preventivas. Em grandes centros e nos locais onde as edificações são mais antigas é comum encontrarmos sérios problemas estruturais devido à falta de manutenções preventivas. Há casos de fatalidades ocasionadas por quedas de rebocos e sacadas, onde a causa foi a falta de compromisso do responsável pela manutenção. Uma pequena infiltração numa fachada pode ocasionar a perda do desempenho de seus componentes e os custos de reparo tendem a aumentar com o passar do tempo. Outro ponto importante da norma é a inclusão do Anexo A – Modelo para elaboração do programa de manutenção preventiva que informa quais atividades e em qual periodicidade deve ocorrer a manutenção.  A “nova” norma de manutenção dá as diretrizes quanto à divisão de responsabilidades (construtoras e moradores/condomínio) e ao planejamento dos trabalhos e complementa as normas NBR- 14037 – Manual do uso, operação e manutenção de Edificações (publicada em 28 de agosto de 2011) e NBR 15575 - Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos — Desempenho (em fase final de revisão)

  A Hora do Brasil 


Chegou a hora do Brasil, ou ela acabou de passar?

O boom brasileiro também tem um lado ruim - e ele está cada vez mais pronunciado.

Uma mudança tectônica nos fluxos internacionais de capital nos últimos anos pôs o Brasil numa espécie de crise de abundância. O mesmo dinheiro que tem jorrado no país e que financia obras de infraestrutura e estádios para a Copa também tem valorizado o real ao ponto de prejudicar os exportadores, além de criar possíveis bolhas no crédito ao consumidor e no mercado imobiliário. Outros mercados emergentes têm passado por dificuldades semelhantes, mas o Brasil, com seu câmbio livre e mercados sofisticados, acaba atraindo mais capital. Há até quem invista em empresas brasileiras que exportam para a China como forma de surfar o crescimento chinês e driblar as restrições de Pequim ao livre mercado. O real já caiu 6% em relação ao dólar desde que o Banco Central baixou os juros, mas ainda está cerca de 36% mais alto do que em 1o de janeiro de 2009. Como os Estados Unidos e a Europa estão afundados no pessimismo econômico, os investidores mundiais devem aplicar mais de US$ 1 trilhão este ano em economias emergentes como Brasil, China e Índia - quase cinco vezes mais que há dez anos. O dinheiro está fluindo porque as economias emergentes é que têm impulsionado o crescimento mundial. "Desde pequena ouço que o Brasil é o país do futuro. Agora o futuro chegou e comecei a temer que será breve", disse Cynthia Benedetto, diretora financeira da Embraer, terceira maior fabricante de jatos do mundo. Exportadora importante, a empresa afirma que está investindo em equipamento para reduzir custos trabalhistas no Brasil e também abrindo mais fábricas no exterior.
 Chegou a hora do Brasil, ou ela acabou de passar?
  Dribla os chineses  

Santa Rita do Sapucaí dribla os chineses
 
Para manter uma pauta de exportações ativa em todos os países, mesmo com a ameaça de recessão nos Estados Unidos e na Europa, as empresas que compõem o Vale da Eletrônica, em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, apostam no alto padrão de qualidade e na customização de produtos, que podem ser desenvolvidos para complementar processos produtivos de grandes empresas. "Temos negócios até mesmo na Ásia", diz o presidente do Sindicato das Indústrias do Vale da Eletrônica (Sindivel), Roberto de Souza Pinto. Ele diz que tentar competir com a produção de aparelhos eletrônicos com a China é uma guerra perdida, por isso, o investimento é nas sofisticação e no alto valor agregado.

Além de mercados como Estados Unidos e Europa, a América do Sul tem um cenário promissor, especialmente para os transmissores da TV digital, cujo consumo cresce nos países vizinhos. Nos próximos meses, as empresas situadas no polo produtivo de Santa Rita participam de feiras no México, Colômbia e na Argentina. Para Souza Pinto a chave do sucesso é o formato Cluster, que permite a produção integrada com a participação das universidades, órgãos públicos e privados. As exportações saíram de US$ 14 milhões em 2009 e devem fechar este ano em US$ 24 milhões.

Solange Malheiros, gerente do Centro Internacional de Negócios do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) destaca que a busca da inovação faz parte da estratégia para competir no mercado. Ela diz que mesmo em épocas de crise mundial o mercado externo não deve ser abandonado para investimento apenas no mercado doméstico. Para ela é preciso marcar posições. "Um mercado perdido leva muitos anos para ser reconquistado."





  HYUNDAI É SUAS MAQUINAS NO RIO 
Jornal O Estado de S. Paulo/BR 26/07/2011


Hyundai
vai produzir máquinas para construção no Rio

A Hyundai Heavy Industries, braço de indústria pesada do grupo coreano, quer aumentar sua presença no Brasil atraída pela perspectiva de alta dos investimentos em infraestrutura. Ao assinar ontem, no Rio, um protocolo de intenções para aplicar US$ 150 milhões na construção de uma fábrica de equipamentos para construção civil no Estado, o presidente da empresa, Jai Seong Lee, disse que pretende explorar outros setores no País. Beneficiada com incentivos fiscais do governo do Rio, a Hyundai vai fabricar em Itatiaia, no Sul Fluminense, equipamentos para construção pesada como escavadeiras, retroescavadeiras e carregadeiras. A unidade industrial - primeira do tipo que a Hyundai abre fora da Ásia - deve começar a operar no fim de 2012 com capacidade de produção de cinco mil máquinas por ano.  A Hyundai já é sócia do empresário Eike Batista no investimento de cerca de R$ 3 bilhões para a construção do estaleiro da OSX no Porto do Açu, litoral norte do Rio. O projeto, que busca financiamento do Fundo de Marinha Mercante, terá a coreana como sócia em 10% do capital e fornecedora de tecnologia. Além de embarcações e suprimentos para a indústria de petróleo, Lee disse que mira setores como os de equipamentos para energia eólica e solar. "Temos um grande portfólio em várias áreas de infraestrutura e queremos trazê-lo para o Brasil para crescer junto com o País, que tem se destacado como um motor da economia mundial", disse Lee. "A construção cresce no Brasil, ainda mais com a Copa, Olimpíadas e outros projetos de infraestrutura."  A fábrica da Hyundai em Itatiaia será uma parceria da coreana com a Brasil Máquinas (BMC), que terá 25% do capital da fábrica. As duas empresas também farão uma outra associação, voltada para a comercialização dos equipamentos. A previsão é de que a fábrica crie 500 empregos diretos em Itatiaia. Nacionalização. Segundo Felipe Cavalieri, presidente da BMC, a fábrica poderá ainda atrair fornecedores para o seu entorno, caso não
consiga suprimentos na indústria nacional, para manter o índice mínimo de
nacionalização dos produtos (60%) - pré-requisito para ter as vendas financiadas
pelo BNDES. O executivo informou ainda que a intenção é destinar 60% da produção
da fábrica de Itatiaia para o mercado interno e exportar o restante para a América Latina. A assinatura do protocolo foi realizada no Palácio Guanabara, diante do governador do Rio, Sérgio Cabral, a quem disseram terem decidido pelo Rio por causa de incentivos fiscais como a redução de ICMS. O grupo coreano chegou a cogitar levar a fábrica para EUA e Rússia. Cabral e o secretário de Desenvolvimento do Rio, Júlio Bueno, defenderam o que costuma ser criticado como "guerra fiscal". Para eles, os incentivos são uma forma de estados ajudarem a aumentar a competitividade do País.
 > Produção 5 mil máquinas por ano será a capacidade de produção dafábrica da Hyundai em Itatiaia, quando for inaugurada no fim de 2012.
  OITO ANOS DE CRESCIMENTO 
Jornal Estado de Minas/MG 04/08/2011

 

 Oito
 anos de crescimento

Obras públicas, empreedimentos populares e maior oferta de crédito farão com que a indústria mineira da construção civil, a terceira maior do país, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro, complete em 2011 o oitavo ano de crescimento. A expectativa de expansão entre 5% e 6% do presidente da Câmara da Construção Civil da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Teodomiro Diniz Camargos, foi reforçada pelo anúncio do plano do governo federal Brasil Maior, na última terça-feira.
 Medidas de incentivo como a extensão do prazo do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) de materiais de construção e mais recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para investimentos podem ajudar a equilibrar os efeitos macroeconômicos negativos a exemplo da desvalorização do dólar.
"O plano (Brasil Maior) não é o suficiente, mas vai melhorar a competitividade das empresas brasileiras, especialmente as exportadoras", disse Camargos ontem, durante lançamento do Minascon e Construir Minas, feira internacional do setor que será realizada entre 7 e 10 de setembro,no centro de exposições Expominas, em Belo Horizonte. Por outro lado, Camargos pondera que gargalos ainda não contemplados pelos programas federais limitam crescimento maior. Entre os entraves estão os elevados encargos trabalhistas e a falta de mão de obra qualificada. Segundo ele, enquanto em janeiro de 2004 a construção empregava 1,18 milhão de trabalhadores no país, em junho de 2011 esse número mais que dobrou, para 2,78 milhões. O setor foi responsável por 24.058 (11,2%) das 214.783 vagas formais geradas em Minas no primeiro semestre. "Estamos disputando trabalhadores com outros setores", afirmou.
Alberto Portugal, diretor comercial da Tambasa, atacadista com mais de 60% dos negócios ligados ao setor de material de construção, compartilha da mesma avaliação. "Encargo trabalhista é realmente um problema. A cada R$ 1 pago ao trabalhador, temos um custo de mais R$ 1,87. Além disso, está difícil atrair mão de obra especializada, que também está ficando mais cara", disse. A empresa, com cerca de 2 mil funcionários diretos, estima ampliação do faturamento de R$ 1,22 bilhão em 2010 para R$ 1,35 bilhão neste ano. CRÉDITO IMOBILIÁRIO Outro desafio apontado por Camargos, também vice-presidente da Fiemg, é mostrar que o crescimento do crédito imobiliário não se refere a uma bolha imobiliária que pode estourar a qualquer momento. De acordo com ele, o valor do financiamento imobiliário fica, em média, entre 60% e 75% do valor do bem; o país convive com deficit habitacional de 5 milhões de moradias; a maioria das pessoas compra o imóvel para morar; a análise de crédito é muito criteriosa, entre outros fatores. A Associação Brasileira das Entidades de Crédito
Imobiliário e Poupança (Abecip) divulgou ontem que o volume de financiamentos
imobiliários com recursos da poupança cresceu 55% no primeiro semestre desse ano
em relação ao mesmo período do ano passado, batendo o recorde de R$ 37 bilhões.
Nos primeiros seis meses, o número de unidades financiadas foi de 236,5 mil,
alta de 26% ante igual intervalo de 2010.
  Seguro de vida em grupo  
  Tabela para Calculo da Contribuição Sindical 2011 

TABELA PARA CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL

Vigência: 1º de janeiro de 2011

 

Tabela progressiva para cálculo da Contribuição Sindical, vigente a partir de 1º de janeiro

de 2011, aplicável aos empregadores industriais (inclusive do setor rural) e agentes ou

profissionais autônomos organizados em firma ou empresa de atividade industrial:

 

LINHA

CLASSE DE CAPITAL SOCIAL (R$)

ALÍQUOTA (%)

VALOR A ADICIONAR (R$)

1

De      0,01              a    10.191,00

Contribuição Mínima

81,53

2

De     10.191,01       a    20.382,00

0,8

-

3

De    20.382,01        a    203.820,00

0,2

122,29

4

De   203.820,01       a    20.382.000,00

0,1

326,11

5

De   20.382.000,01  a     108.704.000,00

0,02

16.631,71

6

De   108.704.000,01 Em diante

Contribuição Máxima

38.372,51

 

 

Notas:

1. As empresas ou entidades cujo capital social seja igual ou inferior a R$ 10.191,00 são

obrigadas ao recolhimento da Contribuição Sindical mínima de R$ 81,53, de acordo com o

disposto no § 3º art. 580 da CLT;

2. As empresas ou entidades com capital social superior a R$ 108.704.000,01 recolherão a

Contribuição máxima de R$ 38.372,51 de acordo com o disposto no § 3º do art. 580 da CLT;

 

   Feriados Municipais  
  RECICLAR ENTULHO 
O Dia Online /BR 04/08/2011

 

Construtoras
que reciclarem entulho poderão ter benefícios


Um Projeto de Lei em análise na Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 640/11, do deputado Marcelo Matos (PDT-RJ), que cria regras para a reutilização e reciclagem de resíduos da construção civil, além de oferecer benefícios às empresas que adotarem essa prática. A proposta estabelece que, para participar de licitações
de obras públicas, as empresas de construção civil terão de usar resíduos reciclados. Pelo projeto, as empresas privadas que investirem em capacitação tecnológica para reduzir a quantidade de resíduos ou utilizar material reciclado terão vantagens como regimes especiais facilitados para o cumprimento de obrigações tributárias acessórias; prazos especiais para o pagamento de tributos; incentivos fiscais à importação de produtos ou tecnologias necessárias à reciclagem de resíduos; inserção nos programas de financiamento com recursos de fundos existentes ou a serem criados e parceria
com órgãos ou entidades da administração federal, estadual ou municipal.

 Fundo
Cada região poderá criar um Fundo de Resíduos da Construção Civil, que será constituído por doações de entidades nacionais e internacionais, pessoas físicas ou outras receitas eventuais. Esse fundo terá, entre outros, o objetivo de recuperar
áreas degradadas pela disposição inadequada de resíduos e incentivar estudos e
pesquisas que desenvolvam técnicas de reciclagem. "A reciclagem dos entulhos da construção civil é a melhor forma de evitar prejuízos à natureza. Apesar de seu baixo custo, essa técnica simples de reciclagem ainda é pouco utilizada", afirma o deputado. "Os entulhos poderiam ser reciclados e reutilizados na confecção de peças pré-moldadas de concreto, bases de pavimentos, enchimento de fundações de construção e aterros", completa. O deputado observa também que diversos países já utilizam a indústria de reciclagem desses resíduos, por proporcionar melhorias
significativas ao meio ambiente.
  Construindo o futuro 
Jornal Diário do Nordeste - Online/CE 09/08/2011
 


Construindo o futuro

O futuro chegou para o setor da construção no Brasil. A sustentabilidade e a inovação se tornam cada vez mais presentes nos canteiros de obras. Depois de décadas de insegurança jurídica e instabilidade econômica, o setor vem experimentando nos últimos anos um desempenho que permite aos empresários pensar em projetos de médio e longo prazo, que estão levando a modernidade ao segmento historicamente reconhecido como intensamente manufaturado. O país tem pressa. Em todo o mundo, as tecnologias construtivas evoluíram muito nas últimas décadas, reduzindo o desperdício de materiais, aumentando a eficiência energética dos empreendimentos, permitindo o uso racional e reuso da água, diminuindo a geração de resíduos e proporcionando melhor qualidade de vida à sociedade. No próximo dia 20 de agosto, a CBIC realiza em todo o país uma campanha de mobilização e reflexão junto aos trabalhadores e empresários do setor, que tem como foco o tema da sustentabilidade como meio de promoção da qualidade de vida. O Dia Nacional da Construção Social, que acontece desde 2007, em 24 unidades da Federação, será o ponto máximo de um mês de atividades. São oficinas de reciclagem e resíduos sólidos, palestras educativas, distribuição de mudas frutíferas e inúmeras outras ações de conscientização sobre como utilizar melhor os recursos naturais. O objetivo é alertar o público sobre de que modo cada indivíduo pode fazer sua parte em casa e nas obras. Considerando que a cadeia produtiva da construção já envolvia (em 2009) um universo superior a 10 milhões de pessoas, esta mobilização assume um caráter expressivo no âmbito nacional. Se as condições estruturais para a indústria da construção brasileira são as melhores já registradas ao longo de quase toda a sua história, é fato também que o futuro é algo que está em constante mutação e é construído a cada momento. Neste sentido, entendemos que a sociedade brasileira não pode deixar escapar esta oportunidade de recuperar o tempo perdido e levar o Brasil ao mesmo patamar de desenvolvimento já alcançado pela construção nos países de primeiro mundo.
 Paulo Simão - presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção
  Até 15 de agosto 

setor
tem até 15 de agosto para apresentar posicionamento ao mma

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) participou, nos últimos dias 21 e 22 de julho, em Brasília, de reuniões do âmbito do Comitê Interministerial
da Política Nacional de Resíduos Sólidos (CI), instituído pelo Decreto 7.404, de 23/12/2010, que regulamentou a Lei 12.305/2010, que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), e faz parte do GT1 – Planos e Acompanhamento da
Implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, criado e instalado por esse Comitê no final do mês de junho. O GT trabalhará os seguintes  assuntos: 1) acompanhamento e discussão do processo de elaboração e implementação do Plano Nacional de Resíduos Sólidos; 2) promoção de estudos e elaboração de propostas de medidas visando a implementação dos instrumentos e efetivação dos objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos; 3) proposta de ações visando apoiar a elaboração, implementação, execução e revisão dos planos de resíduos sólidos (Art. 14 da Lei 12.305/2010), e 4) promoção de estudos e elaboração de propostas de mecanismos de cobrança dos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos. Para realização dos trabalhos da primeira fase, foram constituídos cinco Sub-Grupos de Trabalho (SGT) para tratar de cada tipo de resíduo objeto do estudo, sendo que a CBIC contribuiu diretamente com o SGT-1 Resíduos Urbanos,
Construção Civil, Catadores, Geração de energia de gás metano, Logística Reversa
Obrigatória, coordenado pelo diretor de Ambiente Urbano SRHU/MMA, Silvano Silvério da Costa. O objetivo principal e inicial desses grupos de trabalhos é discutir e elaborar as metas de redução de resíduos do Plano Nacional (1). Conforme acordado com a coordenação do Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Indústria da Construção terá até dia 15 de agosto para debater a proposta do MMA e retornar com o posicionamento e possibilidades vislumbradas pelos agentes do setor. As metas propostas pelo GT1 serão discutidas posteriormente nos seminários regionais e no nacional no 2º semestre de 2011, além do processo de consulta pública. As cidades dos seminários já foram definidas: Belém, Recife, Campo Grande, Curitiba, São Paulo e Brasília (seminário nacional). As datas dos seminários serão divulgadas em agosto. A CBIC, por meio da sua Comissão de Meio Ambiente (CMA), trabalhará o tema junto a seus associados e no dia 11 de agosto, em painel específico da CMA/CBIC, por ocasião do 83º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), em São Paulo, buscará reunir e consolidar as análises e contribuições para o Plano de Metas de redução de resíduos sólidos no setor da construção.

  83º Enic 

Dilma Rousseff participa da abertura do 83º Enic

Com presença confirmada da presidenta da República, Dilma Rousseff, e a participação de especialistas renomados, o 83º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic) discutirá nos dias 10,11 e 12 de agosto, no World Trade Center, em São Paulo, temas como habitação, infraestrutura, construção sustentável, inovações tecnológicas, produtividade, competitividade e capacitação de profissionais. Os Programas de Aceleração do Crescimento (PAC) e Minha Casa, Minha Vida, bem como a preparação do Brasil para os eventos esportivos dos próximos anos também estarão em pauta. O evento é realizado pelo Sinduscon-SP e promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). É esperada a participação de 1.500 empresários, gestores, profissionais de todo o país, além de autoridades.

  83 Enic 

83 Enic: Construção quer desonerar tributos

“A desoneração de tributos e a redução de encargos trabalhistas são indispensáveis para a construção investir na industrialização de seus processos produtivos, e qualificar o trabalhador para um novo patamar tecnológico.” Foi o que defendeu o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, ao discursar na abertura do 83º Enic (Encontro Nacional da Indústria da Construção), em 10 de agosto, em São Paulo. O presidente do SindusCon-SP reivindicou ajustes no Programa Minha Casa, Minha Vida. “É o caso do município de São Paulo. Aqui o valor da unidade habitacional ainda precisa ser majorado, para que desta vez as metas do programa possam ser atingidas, com a participação do governo do Estado e da Prefeitura.” “Para o setor público, defendemos obras com projetos bem elaborados, preços justos e preocupação com a qualidade. Nas licitações, devem prevalecer os preceitos constitucionais da Legalidade, da Moralidade, da Igualdade e da Publicidade”, afirmou. Watanabe também manifestou “apoio à disposição da presidenta Dilma Roussef de não compactuar com o malfeito no trato da coisa pública. No Brasil que queremos, cabe resgatar a ética e os bons costumes na administração do país.”


  25 mil postos de trabalho 

Caged: setor da construção gerou mais de 25 mil postos de trabalho em julho deste ano

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego (Caged/MTE) revelam que o setor da construção gerou 25.632 novos postos de trabalho com carteira assinada em julho deste ano, o que representou um crescimento de 0,95% no estoque de trabalhadores, se comparado ao mês anterior. No acumulado do ano, foram criadas no setor da construção 182.340 empregos formais, resultando em um aumento de 7,18% do estoque. Já nos últimos 12 meses, a construção gerou 168.117 empregos com carteira assinada, registrando assim uma variação de 6,58%. Assim como nos últimos dois meses, a construção registrou a segunda maior variação relativa em todas as bases de comparação (no mês, no ano e em doze meses) entre os setores analisados. Nacionalmente, foram gerados 140.563 postos de trabalho em julho, com um aumento de 0,38% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano, houve a criação de 1.405.813 empregos (3,91%) na série sem ajuste. Na série com ajuste, houve a criação de 1.593.527 postos de trabalho (4,43%). No que se refere ao resultado observado nos últimos 12 meses, os dados indicam que, na série sem ajuste, houve um  acréscimo de 1.887.644 empregos formais (5,32%).
  Emprego subiu 10,55% 


Emprego na construção civil subiu 10,55% até setembro

O nível de emprego na construção civil brasileira cresceu 10,55% de janeiro a setembro 2011, com a contratação de 298.549 novos trabalhadores. Só no mês de setembro, o setor contratou 31.536 pessoas com carteira assinada, o que resulta em alta de 1,02% em relação a agosto. Nos últimos 12 meses, foram 228.269 a mais (+7,87%). É o que mostra a pesquisa mensal feita pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) com a FGV. Para o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, o resultado demonstra que a construção civil continua crescendo, porém em um patamar menor em comparação ao ano passado. Ele destaca ainda que a taxa de desemprego na construção civil, nas principais regiões metropolitanas do Brasil, está em 2,3%. "Significa que o setor está vivendo uma situação de pleno emprego e obriga-se ao aumento do seu grau de industrialização e a uma maior qualificação da mão de obra", afirma. Com as novas contratações, a construção brasileira empregava um total de 3.128.006 trabalhadores com carteira em setembro. Destes, cerca de 1.596.864 estavam no Sudeste; 657.202 no Nordeste; 436.002 no Sul; 247.732 no Centro-Oeste e 190.206 no Norte. Em setembro, o emprego na construção cresceu em relação a agosto em todas as regiões. Confira: Norte (+1,45%), Nordeste (+1,68%), Sudeste (+0,72%), Sul (+0,97%) e Centro-Oeste (+0,96%). A construção paulista contratou em setembro mais 2.724 trabalhadores (+0,34%). Com isso, em 2011, foram incorporadas mais 59.082 pessoas (+7,90%) e, em 12 meses, 48.512 (+6,40%). Na capital do Estado de São Paulo, foram contratados em setembro mais 966 trabalhadores (+0,26%). Até o final daquele mês, as empresas paulistas já somavam 806.977 empregados com carteira assinada. Entretanto, as regiões de São José dos Campos e Presidente Prudente apresentaram uma queda no nível de emprego.
  Economia mineira desacelera 


Economia mineira desacelera por causa do setor industrial

A economia mineira continua em trajetória de desaceleração, mas mantém um desempenho acima da média nacional. Pelo terceiro trimestre seguido, o Estado registrou queda na taxa de crescimento, com incremento de 3,4% no segundo trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado. Já o Brasil cresceu 3,1%. Embora Minas Gerais tenha forte perfil agrícola e industrial, foi o setor de serviços impediu que a desaceleração fosse ainda maior, com ajuda da construção civil. De acordo com o Boletim de Conjuntura Econômica divulgado ontem pela Fundação João Pinheiro (FJP), enquanto o setor agropecuário caiu 1,1% em relação ao segundo trimestre de 2010 e a indústria cresceu 2,5%, o setor de serviços registrou aumento de 4,6%, acima da média nacional de 3,4%. O pesquisador do Centro de Estatística e Informações da FJP, Reinaldo Carvalho de Morais, explica que o setor de serviços em Minas Gerais vai bem porque, ao contrário da indústria, as famílias ainda não sentiram o efeito da crise. "O mercado internacional para de comprar e afeta as exportações, mas o consumo das famílias ainda não foi afetado, o que pode ser justificado pela baixa taxa de desemprego e o aumento da massa salarial, que permite que as pessoas continuem comprando", explica Morais. De acordo com o pesquisador, o resultado positivo do setor de serviços pode ser visto claramente nos indicadores do comércio, que registrou aumento de 9% em Minas Gerais, contra 4,9% da média brasileira, neste segundo trimestre. No setor industrial, a indústria de transformação cresceu apenas 0,8% e a extrativa mineral caiu 0,7%. Ao todo, o setor cresceu 2,5%, depois de subir 5,7% no primeiro trimestre. O desaquecimento só não foi maior porque a construção civil apresentou forte crescimento de 8,5% em Minas Gerais, quatro vezes acima da média nacional de 2,1%. O economista e coordenador sindical do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-MG), Daniel Furletti, explica que o setor mineiro já vem crescendo acima da média nacional há muito tempo. "Na média de 2004 a 2010, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) da construção subiu 4,32% ao ano no Brasil, em Minas a taxa anual foi de 6,5%. Só no ano passado, o crescimento mineiro foi de 8,5% versus 2,1% do país", compara. Furletti explica que o desempenho superior de Minas deve-se à concentração de obras nos últimos anos, como a Linha Verde, as obras na avenida Antônio Carlos e os preparativos para a Copa do Mundo, como a reforma do Mineirão. "Além disso, tivemos muitos lançamentos em 2010 e as vendas refletem agora no PIB do setor", ressalta o economista. Rio de janeiro. O comércio   considerado pelo governo com um termômetro importante da atividade econômica   está em marcha lenta, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Banco Central (BC) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A Sondagem Conjuntural do Comércio mostra que o índice de confiança dos empresários deste setor está em queda desde maio. Entre julho e setembro de 2011, por exemplo, houve uma redução de 1,6% no indicador em relação ao mesmo período no ano passado. Além disso, o índice que mede a avaliação dos empresários sobre a situação atual também está 4% abaixo do indicador de 2010. A sondagem, no entanto, aponta que o quadro está um pouco mais positivo que o registrado no período junho-agosto de 2011, quando o índice de confiança estava caindo 2,7% e a avaliação sobre o quadro atual, 5,4%. A pesquisa é uma novidade para dar à autoridade monetária mais elementos sobre o comportamento da economia e ajudar na fixação da taxa de juros. Brasília. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) vai rever para baixo sua previsão, hoje em 4,5%, para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2011, segundo o coordenador do Grupo de Análise e Previsões, Roberto Messemberg. O economista disse já ter ficado claro que a taxa pode não atingir este patamar até dezembro e aventou a possibilidade de o país repetir o cenário em que o crescimento decola, mas não se sustenta no longo prazo. "Espero que não repitamos o episódio do voo da galinha", disse. Messemberg não revelou qual será a revisão do PIB. O economista destaca que os investimentos no país estão baixo e podem refletir em redução da atividade econômica.
  Ameaça Imóvel  

Custo sobe e ameaça imóvel do Minha Casa

Mais de 10 mil casas da primeira fase do programa Minha Casa, Minha Vida, contratadas em regime de emergência, principalmente por conta das enchentes na Mata Sul em municípios como Catende, Água Preta e Palmares, estão ameaçadas de não serem entregues. A preocupação é das empresas que assinaram os contratos. De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), os valores contratados em 2010 estão defasados, e o programa habitacional do governo federal não prevê readequação de preços. Da época da assinatura para cá, o custo da construção civil cresceu em 15%.

  Analfabeto não mais! 

diminuiu o número de trabalhadores analfabetos no setor da construção

Matéria veiculada na Revista Isto É Dinheiro desta semana destaca que as empresas da construção estão oferecendo cada vez mais cursos profissionalizantes aos trabalhadores do setor, além dos antigos cursos de alfabetização. Os cursos profissionalizantes costumam formar carpinteiros, pedreiros, encanadores, pintores, além de outros especialistas em atividades necessárias nas obras. Esse aumento pode ser justificado, não apenas pela carência de mão de obra, mas pelo avanço tecnológico e as novas técnicas de construção. No entanto, o esforço de alfabetizar e formar os trabalhadores, já resultou num dado positivo. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, a participação de trabalhadores analfabetos na construção civil caiu 19% entre 2006 e 2010. No ano passado, eles representavam 0,99% de um contingente de 2,6 milhões de trabalhadores. Há quatro anos, eram 1,18%. "As ações da iniciativa privada são sem dúvida uma das principais causas para essa mudança", afirma José Carlos Martins, vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Mais confiantes, os empregados que concluem o ensino básico e o profissionalizante querem evoluir profissionalmente. Muitos se programam para dar o próximo passo e chegar ao nível superior.

  Pequenas e médias construtoras 
Jornal Brasil Econômico/BR 19/10/2011
 


Pequenas e médias construtoras reclamam de falta de acesso a contratos envolvendo a Copa

A pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que 47% dos empresários afirmam ser beneficiados pela realização da Copa no Brasil. A previsão otimista não abrange a outra parcela de 45%, que acredita não sofrer impactos. Já 9% dos empresários se mostram descontentes e prevêem resultado negativo nos negócios em decorrência da Copa. De acordo com Luiz Alberto de Araújo, presidente Associação de Pequenas e Médias Empresas de Construção Civil de São Paulo, as empresas de menor porte serão as mais prejudicadas com a realização do evento esportivo. "Enquanto as empresas de grande porte se beneficiam com o regime especial de licitações, as micro e pequenas, além de não conseguirem participar das obras, ainda sofrem os impactos negativos decorrentes da chegada do evento." O gerente- executivo de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, discorda com a afirmação e defende que todas as empresas do setor têm a possibilidade de se beneficiar com as obras da Copa. "As de menor porte têm a possibilidade de participar das contratações executando partes das obras ", diz. Araújo, por sua vez, defende que a terceirização não é uma vantagem. "Esse é um sistema absolutamente ruim, pois recebemos até 50% do valor previsto em contrato pelo mesmo serviço." Ele acrescenta ainda que a maior perda das pequenas empresas é proveniente do aumento da demanda de mão de obra no mercado. " Esse ônus que é sentido por todo o setor prejudica ainda mais as empresas menores, que não estão usufruindo dos bons contratos, ainda assim arcam com o alto custo dos funcionários." Esse cenário para as micro e pequenas empresas resulta em estagnação do crescimento. "Esse resultado está muito aquém do esperado, pois deveríamos acompanhar o crescimento do setor, que está estimado em 4% para esse ano." P.A. 
  Isenção fiscal 


Saneamento pode ter até R$ 2 bi em isenção fiscal

Ministério das Cidades analisa proposta que reduz alíquota de PIS e Confins de empresas do setor que, em contrapartida, deverão elevar os investimentos em infraestrutura


Promessa de campanha eleitoral da hoje presidente Dilma Rousseff, a desoneração de impostos para empresas de saneamento pode se concretizar. Segundo o secretário de Saneamento do Ministério das Cidades, Leodegar da Cunha Tiscoski, a pasta está analisando um projeto que preve a isenção tributária do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), medida que geraria economia de R$ 2 bilhões por ano para as companhias do setor.

"É uma possibilidade bastante viável para o governo, porém, com a contrapartida de que as empresas utilizem esse recurso para investir em infraestrutura de saneamento", afirma. A proposta ainda não tem data prevista para entrar em vigor. "Estamos ainda estudando a melhor forma de tornar isso realidade. Precisamos, também, do aval da Fazenda e do Planejamento", complementa.

 De acordo com Carlos Cavalcanti, diretor do Departamento de Infraestrutura da Federação das Indústrias de São Paulo (Flesp), a isenção é necessária para que a meta do governo de universalizar os serviços de saneamento até 2030, como tratamento de água e esgoto e coleta de resíduos sólidos, seja atingida. "De 2001 a 2010, as empresas têm investido R$ 5,4 bilhões por ano. Precisamos quadruplicar esse montante para garantir o acesso de toda a população aos serviços de saneamento básico. Com a desoneração, as empresas poderão investir mais na infraestrutura necessária para reduzir esse Índice", diz.

Oficialmente, o governo federal calcula que sejam necessários R$ 420,8 bilhões em Investimentos em saneamento para universalizar o serviço nesses próximos 20 anos. Do total, R$ 253,3 bilhões viriam do governo federal e, o restante, das gestões estaduais e municipais, além da iniciativa privada. Entretanto, Tiscoski admite que 20 anos podem não ser suficientes para atingir os objetivos.

Hoje, 46,8% da população urbana usufruem de servi os de tratamento de esgoto. Índice que não deve passar de 90% em 2030. Já na questão de abastecimento de água e de tratamento de resíduos sólidos, a expectativa é atingir 100% da população nesses próximos anos. "Se contarmos a população rural, contudo, devemos chegar a apenas 60% em tratamento de esgoto e em remanejamento de resíduos sólidos e, no máximo, a 70% de abastecimento de água", assume Tiscoski. Desembolsos Para fomentar a construção de obras de saneamento pelos governos estaduais e municipais, o governo federal destinou R$ 40 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)1. Entretanto, entre 2007 e 2010 os desembolsos reais não passaram de R$ 21,2 bilhões, ou 51,3% do previsto.

Segundo o secretário, o desempenho fraco do PAC vem de um processo que leva cinco anos desde a seleção de projetos, licitação, contratação e execução. "Somente em 2012 teremos a conclusão de obras que começaram em 2007", estima.
Para a segunda edição do PAC, contudo, os investimentos estimados serão maiores, atingindo R$ 45 bilhões. Os projetos contemplados ainda estão em fase de aprovação.
"Saneamento é uma responsabilidade dos estados e municípios. Os projetos que recebemos são geralmente deficientes. Isso, somado ao atraso na obtenção de licenças ambientais, dificulta os repasses federais", conta Tiscoski.

Tais transferências tendem a ser ainda mais dificultadas daqui para frente. De acordo com as diretrizes do Plano Nacional de Saneamento, lançado em 2008, os municípios tem até dezembro de 2013 para desenvolver um plano de longo prazo para o setor. "A prefeitura que não tiver o seu até 2014 não receberá mais recursos do governo federal. Também será preciso um marco regulatório local para conseguir verba", diz o secretário de Saneamento do Ministério das Cidades.

 Desperdício

Hoje, a infraestrutura de saneamento do país, que não é interligada entre todos os municípios, gera um desperdício de 41% da água utilizada nos domicílios, além de R$ 15 bilhões em perdas de faturamento das companhias. Entre as obras estruturais contempladas pelo PAC 2, o ministério planeja investir Rblthões em redução de perdas.
Os critérios de seleção de projetos serão divulgados nas próximas semanas, ainda sem data marcada.
1ª Fase

 R$ 40 bi foi o montante que o governo federal destinou do PAC 1 ao fomento da construção de obras de saneamento pelos governos estaduais e municipais. Entre 2007 e 2010, entretanto, os desembolsos reais não passaram de R$ 21,2 bilhões, ou 51,3% do previsto Inicialmente.

 2ª Fase

R$ 45 bi são os investimentos estimados na área de saneamento durante a segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - maior do que na primeira versão do plano. Os projetos contemplados ainda estão em fase de aprovação. segundo o Ministério das Cidades.
  0,2% No Terceiro trimestre de 2011 
PIB: Setor da Construção Cresce 0,2% No Terceiro Trimestre


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira, dia 6, o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre (julho a setembro) de 2011. De acordo com o IBGE, o PIB demonstrou que o país encontra-se estagnado, com crescimento zero em relação ao trimestre anterior. Nesta base de comparação, o setor da construção civil ainda mostra um leve crescimento de 0,2%, o que confirma que o segmento ainda se movimenta positivamente. O setor mais afetado foi o da Indústria de Transformação, com uma desaceleração de 1,4%. Se comparado o terceiro trimestre deste ano com o mesmo de 2010, o país cresceu 2,1% e a construção civil 3,8%, resultado estimulado principalmente em função do crescimento do crédito direcionado (FGTS, SBPE e BNDES) ao setor. A construção civil também ajudou a fortalecer o investimento fixo (FBCF), que cresceu 2,5%. De acordo com o IBGE, se o ano fosse encerrado em setembro (base de comparação com os últimos 12 meses), o país teria crescido 3,7%, a construção 4,4% e o investimento 7%. No acumulado deste ano (janeiro a setembro), o país cresceu 3,2%, a Construção Civil 3,8% e o investimento 5,7%. Para o presidente da CBIC, Paulo Simão, a construção continua reagindo positivamente. No entanto, segundo ele, a intensificação de ações de estímulo à construção poderia fortalecer não apenas os números do setor, mas, também, os do país e do investimento, tendo um efeito anti-cíclico.


  Confraternização 2011 
Confraternização Sinduscongv 2011

  Elevadores de obras 

Elevadores de obras – fique atento!

 

Em decorrência do grave acidente ocorrido em Salvador com um elevador de obra, que ocasionou a morte de nove trabalhadores, os fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) decidiram intensificar em todo o país, a fiscalização nos canteiros de obra que possuem elevadores para transporte de pessoas, especialmente os tracionados a cabo, com o intuito de evitar outros acidentes de mesma natureza.  Para evitar possíveis transtornos, as empresas deverão fazer a revisão em todos os elevadores de suas obras, especialmente os destinados para transporte de pessoas referidos no item 18.14 da NR-18, seguindo as recomendações dos fabricantes desses equipamentos.  Sugerimos também que seja realizada manutenção preventiva sob orientação de profissional legalmente habilitado, e exijam, ainda, que sejam feitos e comprovados ensaios não destrutivos dos eixos do motor e do redutor dos elevadores tracionados a cabo conforme previsto no item 18.14.21.21.  Alertamos que a fiscalização será rigorosa e esses eevadores poderão ser interditados se não atenderem rigorosamente aos dispositivos da legislação em vigor. Sugerimos também que as empresas avaliem a possibilidade de substituir os elevadores tracionados a cabo destinados a transporte de pessoas, por elevadores de cremalheiras, os quais também devem ser instalados rigorosamente conforme a legislação em vigor e terem manutenção preventiva também rigorosa, pois há forte pressão para que o MTE venha a expedir portaria proibindo, a partir de maio de 2013, a utilização de elevadores tracionados a cabo para transporte de pessoas. Para mais esclarecimentos poderão ser contatados os companheiros Haruo Ishikawa ou Sergio Paiva, nossos representantes no CPN – Comitê Permanente Nacional da NR-18, pelos telefones 11 – 9985.0077 (Haruo) ou 21-9143.1327 (Sergio), atualmente no exercício da coordenação.

(Fonte: Carta-circular 003/2011-CPRT/CBIC)

 

  Projeto Dirigente 

Sinduscon-GV participa do Projeto Dirigente da Fiemg

O presidente do Sinduscon-GV Adair Pereira Barbosa, participou, entre os dias 25 e 27 de agosto, do Projeto Dirigente 2011 – Encontro Mineiro de Lideranças Empresarias. O evento, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) no Ouro Minas Palace Hotel, em Belo Horizonte, reuniu empresários e líderes de Sindicatos patronais  de todo o estado com o objetivo promover o alinhamento de propostas para atender as necessidades da classe industrial, o fortalecimento do associativismo e o desenvolvimento de Minas Gerais.

“A programação incluiu muitos debates, palestras, reuniões e encontros setoriais, resultando em dias de confraternização, troca de idéias e experiências”. A abertura do evento foi realizada pelo presidente do Sistema Fiemg, Olavo Machado Junior. Em seguida, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, ministrou a palestra “Cenários para Economia: riscos e oportunidades”, A palavra planejamento marcou os discursos de Olavo Machado Junior e do Governador Mineiro. Eles falaram sobre o futuro que pode ser projetado para a economia do estado.

Olavo machado Junior convocou os empresários e dirigentes sindicais a pensarem na indústria que projetam para Minas nas próximas décadas. E Anastasia mostrou aos empresários como planejamento foi inserido na administração do Estado. Durante os outros dias do encontro, foram debatidos ainda temas como Gestão Empresarial, Estratégia de Mercado, liderança Empresarial, Panorama da Indústria Têxtil e confecção, contando com a presença de palestrantes e consultores de renome nacional.

  Menos resíduos e mais segurança 

As grandes obras de infraestrutura são mercado expressivo para as soluções modulares metálicas. Quem opera com a transformação de contêiner marítimo está de olho nos canteiros de obras espalhados pelo país. Estudo realizado pela Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema) contabiliza mais de 13 mil obras de grande porte em todo o Brasil, o que resultará em investimentos de cerca de R$ 1,5 trilhão nos próximos anos. É possível transformar contêineres em ambientes em acomodações, escritórios, vestiários, depósitos, etc, diz Marcelo Bueno, executivo do grupo Santos Container.

 

 Segundo ele, é mais prático e rápido alugar um escritório transformado a partir de contêiner marítimo. O custo é, em média, 50% inferior a uma sala ou loja convencional, com a vantagem de não existir taxa de condomínio. Quando o contrato acaba, o cliente devolve a unidade, sem burocracia.

 

 O valor de venda ou locação depende do tipo de contêiner. Um escritório simples, feito com unidade de 20 pés (cerca de 15 metros quadrados) é vendido a R$ 9,3 mil na Santos Container e a locação da unidade custa em média R$ 430. Os preços variam de acordo com utilização da unidade, a tecnologia utilizada para isolamento térmico e acústico, o revestimento interno, entre outros atributos.

 

 Na NHJ do Brasi l, a demanda por contêineres cresceu 20% no ano passado. Como resultado, a empresa fechou o balanço de 2011 com lucro de R$ 70 milhões. A expectativa do diretor André de Oliveira é de que as obras da Copa e dos Jogos Olímpicos acelerem a adoção dos contêineres marítimos nos canteiros de obras. Esta solução reduz a geração de resíduos em todo o ciclo da obra.

 

 A redução do passivo ambiental é um dos principais atrativos de soluções metálicas nos canteiros. No fim da obra, basta desmontar a estrutura, colocá-la em caminhões, devolvê-la à empresas de locação ou enviar para outro canteiro. Não se usa madeira no local, o risco de incêndio é menor, a montagem e desmontagem são limpas.

 

 O mercado da construção civil é onde os contêineres marítimos enfrentarão concorrência das unidades de chapas de metal. Elas são ainda mais flexíveis na montagem de ambientes e oferecem pés direitos maiores para alojamentos e refeitórios. São conhecidas também como contêineres, pelo fato de a largura e o comprimento dos módulos obedecerem às medidas das caixas para transporte marítimo. O ganho está na altura, diz Márcio Isfer Albuquerque, diretor da Agisa Containers.

 

 A construção a partir de placas de metal da Agisa facilita o atendimento a grandes empresas. Fornecedora de empreiteiras e da Petrobras, a empresa segue com rigor as normas NR-10 e NR-18 que regulamentam as instalações nos canteiros. Achamos mais fácil construir nossas unidades sem estar presos às dimensões dos contêineres marítimos. Para cada cliente, desenvolvemos um projeto diferente.. A Agisa oferece unidades padrão para venda com isolamento termoacústico a partir de R$ 19,8 mil. O aluguel da mesma unidade custa, em média, R$ 700.

 

 Placas metálicas recheadas com poliuretano são as bases dos ambientes construídos pela Odebrecht no canteiro de obras da usina Teles Pires, na divisa de Mato Grosso e Pará. Com investimento de R$ 3,6 bilhões, a usina contará com mão de obra intensiva e, por isso, as condições dos alojamentos precisam encantar os funcionários. Por ser uma instalação de longo prazo, optamos por maior flexibilidade na construção, diz Antonio dos Santos, diretor responsável.

  Contêiner ganha espaço em projetos 

O uso de contêineres marítimos na construção civil ganha adeptos no Brasil. Os projetos mostram que reciclar as grandes caixas metálicas descartadas pelo segmento de transporte pode garantir conforto, beleza, rapidez e sustentabilidade à obra. O tamanho das unidades é adequado à construção modular. Além disso, o transporte é fácil e permite levar casas prontas para serem montadas em qualquer lugar do país, afirma Danilo Corbas, arquiteto idealizador do projeto Casa Container.

 Segundo ele, os módulos habitáveis podem ser utilizados em casas, quartos de hotéis, prédios de escritórios, estabelecimentos comerciais, alojamentos e qualquer outra construção. A grande vantagem está na estrutura. Robustos e feitos de aço tratado contra corrosão, os contêineres podem ser empilhados, exigindo menor investimento em fundação e colunas. Adaptam-se facilmente aos terrenos, permitem construção por etapas e oferecem mobilidade. Para mudar de endereço, basta desmontar a casa e colocá-la em cima do caminhão.

 A obra também é mais rápida e limpa, já que o terreno receberá tudo pronto de fábrica. É como montar peças de lego. A estética do contêiner também evita o gasto com materiais para acabamento externo. Assumindo as características e o visual das caixas é possível reduzir em até 35% os custos da obra, explica Corbas. Para quem não gosta da aparência do caixote, a arquitetura modular permite a instalação de fachada, combinando o cenário externo com a estrutura robusta do contêiner. O custo do metro quadrado construído pode variar entre R$ 800 e R$ 1,6 mil, sem contar o terreno. No final, o preço pode ficar bem perto da alvenaria. Mas os ganhos ambientais são enormes.

 O apelo da reciclagem seduz o segmento de construção que encara o desafio de reduzir impactos ambientais. De acordo com Francisco Cardoso, professor do departamento de engenharia civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), essa indústria responde por 40% dos impactos ambientais do planeta. É importante estudar métodos construtivos que aproveitem material disponível e ajudem a mitigar os efeitos. Mas os projetos têm de garantir saldo positivo, afirma. Cético, ele acredita que a construção metálica modular sirva para uso provisório. As construções definitivas requerem muita tecnologia e gente preparada, alerta.

 De fato, os contêineres exigem projetos com isolamento térmico e acústico nas paredes e estudo do terreno para desenhar janelas que permitam circulação cruzada de ar. As medidas são necessárias para reduzir o uso de ar-condicionado ou aquecimento, oferecendo também eficiência energética. Morar em uma caixa metálica sem tratamento é o mesmo que habitar um forno no verão e uma geladeira no inverno. Para garantir o mesmo desempenho de uma casa de alvenaria, é preciso respeitar o microclima local e prever soluções conjugadas como a instalação de ecotelhados e outros atributos para casas sustentáveis. Dependendo das exigências do projeto, o custo empata com a alvenaria ou pode ser até maior, alerta a arquiteta Juliana Fuzetto. Outra dificuldade é encontrar contêineres para transformação no Brasil e mão de obra adequada para prepará-los.

 Na Holanda, onde adoção de contêineres habitáveis é uma solução consolidada, é possível encontrar hotéis e residências com unidades recicladas. Quinten de Gooijer, executivo da Tempohousing, afirma já há um mercado internacional para a venda de unidades habitacionais construídas a partir de contêineres marítimos. É possível ter acordo com empresas que trabalham nos portos ou adquirir módulos prontos na China.

 Com esse método pré-fabricado, a Tempohousing construiu a maior vila de contêineres do planeta em Amsterdã. A solução resolveu a carência da capital holandesa por dormitórios para estudantes, criando um alojamento com mil contêineres, Todos os apartamentos foram montados com unidades recicladas e são dimensionados para atender às demandas dos estudantes, afirma. Outra vantagem está na mobilidade. A vila pode ser desmontada e instalada em outro local.

 De Gooijer vê o Brasil como um mercado atraente pelo aumento da renda da população e o crescimento do mercado imobiliário. A Tempohousing pretende abrir escritório por aqui e oferecer casas, hotéis e escritórios. Experiência internacional em países quentes não falta à companhia holandesa, que montou um hotel de alto padrão na Nigéria. Para o Brasil, a aposta está na oferta de casas com 60 m2, prontas para morar. No mercado internacional, essas unidades custam em média US$ 30 mil, afirma.

 Mas vender contêineres habitáveis no Brasil ainda é um negócio complicado. O preconceito vem sendo quebrado aos poucos. O empresário gaúcho André Krai transformou contêineres descartados em butiques de moda e montou a franquia Loja Container Ecology Store. Queria ter um varejo que fugisse dos altos custos dos shoppings e, ao mesmo tempo, não obrigasse o dono da loja a construir no terreno, explica.

 O uso das caixas contribuiu para a criação de unidades de venda modulares, de construção rápida e com todos os atributos ecológicos. O preço também é acessível. A loja pronta, com todos os cursos, estudos de mercado e taxas fica entre R$ 79 mil e R$ 250 mil.

 

  ATERROS SANITÁRIOS 

Cerca de 70% do lixo produzido no país estão em lixões ou em aterros controlados, chamados de lixões melhorados por serem áreas que dispensam a coleta e o tratamento do chorume. Apenas 27,7% das cidades dispõem de aterros sanitários, segundo dados do Ministério das Cidades. Os aterros sanitários, se feitos de acordo com regras ambientais, evitam a contaminação do solo e de lençóis freáticos por resíduos do lixo.

 A meta do governo, dentro da Política Nacional de Resíduos Sólidos, é acabar com os lixões em todo o país até 2014, além de investir em cooperativas de catadores e em parcerias para aumentar a coleta seletiva e da destinação adequada do lixo não reciclável.

 A preocupação atual, segundo o especialista em resíduos sólidos do ministério Sérgio Cotrim, é evitar os erros do passado, quando os municípios investiam na instalação de aterros ou usinas de reciclagem, mas não na manutenção dessas áreas. "Os aterros viraram lixões e as usinas viraram sucata. Temos lugares em que nenhum quilo de resíduo foi processado", disse.

 Para ele, a solução deve ser regionalizada, com serviços de gestão organizada por consórcios públicos. "Temos recursos e queremos investir, mas o investimento será criterioso. Queremos a garantia de que o dinheiro vai ser bem aplicado."

 Cotrim disse o Ministério das Cidades só vai analisar as propostas dos estados ou aquelas feitas por consórcios ou grupos de municípios. "Queremos trabalhar com grupos de municípios, estados, microrregiões e consórcios."

 A Política Nacional de Resíduos Sólidos determina que a prioridade na gestão dos resíduos deixe de ser voluntária e passe a ser obrigatória, prevendo a não geração, a redução, a reutilização, a reciclagem e o tratamento.

 A lei prevê ainda a adoção da logística reversa, por meio de ações para coletar os resíduos sólidos e devolvê-los ao setor empresarial. Inicialmente, a logística reversa engloba o recolhimento de resíduos e embalagens de agrotóxicos; pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes; lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; e produtos eletroeletrônicos e seus componentes. (W.S)

  Entulho reciclado 
Entulho reciclado ganha mercado na construção

A construção do estádio do Itaquerão, em São Paulo, cenário de abertura da Copa 2014, já consumiu mais de 7 mil toneladas de agregados reciclados. Até 2013 serão empregadas 11 mil toneladas. Agregados reciclados substituem matérias-primas virgens e custam menos da metade do preço. Mesmo assim, muitas construtoras ainda oferecem resistência a essa fonte alternativa. Gilberto Meirelles, presidente da Estação Resgate, uma das poucas mais de 130 recicladoras de resíduos da construção civil, encarrega-se do trabalho de convencimento - exatamente como fez na Odebrecht, a empresa responsável pela obra.



  MINHA CASA, MINHA VIDA 

GOVERNO QUER USAR MINHA CASA, MINHA VIDA E PAC PARA PUXAR PIB


O governo quer usar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida para impulsionar a taxa de investimento do país para 24% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2014. Segundo fontes do Palácio do Planalto, por esse mesmo motivo os dois programas não devem sofrer com os cortes orçamentários que estão em análise a serem anunciados até fevereiro. Os dois cumprirão uma função primordial neste ano, já que a equipe econômica busca crescimento de 4,5%. Mas os outros investimentos públicos não escaparão da tesoura. Sem isso, não será possível cumprir a meta fiscal para o ano.
Em reunião com outros membros da equipe econômica e a presidente Dilma Rousseff, ocorrida no sábado passado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que em 2011 saíram dos cofres públicos R$ 37 bilhões destinados ao MCMV, incluindo os restos a pagar. Neste ano, o ministro prevê desembolsos da ordem de R$ 41,3 bilhões. Se todo o planejado for executado, Mantega estima que, entre 2009 e 2014, os recursos públicos ao programa somarão R$ 180 bilhões.
Nesse sentido, os representantes dos bancos públicos - Caixa, Banco do Brasil e BNDES, que também participaram do encontro no final de semana- foram cobrados a ter uma postura mais enfática na concessão dos empréstimos.
Mantega apresentou ao grupo sua estimativa de que a taxa de investimento deve ter fechado 2011 em 19,5% do PIB.
Ontem, na primeira reunião ministerial do ano e a segunda do governo Dilma, Mantega afirmou que o Brasil deve ser um dos poucos países a crescerem 2012 mais do que no ano anterior.
Para isso, tem como base os investimentos desses programas, a confiança de que o mercado doméstico responderá positivamente às ações de incentivo de 2011, e uma pequena melhora das condições internacionais.
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, segundo fontes do Palácio, vê um cenário internacional um pouco melhor: disse que a aversão ao risco diminuiu agora no começo do ano, há um ambiente menos inflacionário e os EUA devem apresentar recuperação moderada, na casa dos 2%. Os gastos, sejam em investimentos ou custeio, virão acompanhados de medidas mais rígidas para evitar desvios de dinheiro público. A presidente Dilma Rousseff determinou um prazo de seis meses para que cada ministério monte um modelo próprio de acompanhamento online - e se possível em tempo real - de todos os programas tocados.
A idéia é que os ministérios possam ser cobrados de forma mais ágil por conta de qualquer problema no andamento dessas ações. A fiscalização ficará sob a responsabilidade direta da Casa Civil. Simone Cavalcante e Ruy Barata Netto
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Representantes dos bancos públicos, que também participaram do encontro no fim de semana com Dilma, foram cobrados a ter uma postura enfática na concessão de empréstimos.

  SALÁRIOS PARA O ALTO 
AQUECIMENTO PRESSIONA SALÁRIOS PARA O ALTO

O salário-base dos profissionais da construção civil no Rio Grande do Norte subiu para R$ 810 antes da virada do ano, mas na prática tem pedreiro ganhando o dobro ou até mais, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do RN. Na Grande Natal, pelo menos três construtoras pagam R$ 2 mil para pedreiros 'top de linha'. Na Módulo Construção, um pedreiro especializado em acabamento pode ganhar até R$ 2,5 mil por mês. De acordo com o sindicato, o valor subirá ainda mais até 2014. Isso porque as obras previstas para os próximos dois anos - aeroporto de São Gonçalo do Amarante, estádio Arena das Dunas, obras de mobilidade para Copa, Terminal de Passageiros - vão reaquecer o setor e aumentar a procura por mão de obra, elevando os preços. "É a lei da oferta e da procura", esclarece Arnaldo Gaspar Júnior, presidente do sindicato.
A construção civil ainda é o setor com a maior taxa de rotatividade no país. No RN, a taxa atingiu 5,47% em 2011, acima da média regional (4,93%) e da nacional (5,35%). A alta rotatividade, segundo Arnaldo, é reflexo da valorização da mão de obra. O setor foi o terceiro que mais contratou no ano passado, considerando o saldo de empregos divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ficou atrás apenas do setor de comércio e do setor de serviços, que fecharam o ano com um saldo positivo de 11.498 novas vagas. A expectativa é que a construção civil feche 2012 com um saldo positivo de 2,5 mil novos postos de trabalho com carteira assinada - número 20% maior que o registrado no ano passado, mas ainda muito abaixo do registrado em 2010 (quando o segmento registrou um saldo positivo de 7.223). "Em 2009, enfrentávamos uma crise. Por isso, o número de empregos subiu tanto em 2010", esclarece Arnaldo Gaspar.
 As grandes obras de infraestrutura devem impulsionar as contratações e puxar os números globais. Só o  aeroporto de São Gonçalo mobilizará mais de 400 pessoas na fase de construção. A dificuldade em recrutar mão de obra já preocupa o concessionário. O consórcio Inframérica, que concluirá os terminais e os administrará por 28 anos, vai enviar uma equipe ao RN no próximo mês para mobilizar pessoal e garantir a execução do projeto dentro do prazo.
Afora os empregos a menos, a crise internacional parece não ter afetado o setor. De acordo com o sindicato, o segmento movimentou R$ 1,1 bilhão, só na Grande Natal, em 2011. O valor é 22% maior que o obtido em 2010, quando movimentou R$ 900 milhões. A expectativa era movimentar R$ 2 bilhões, mas muitos lançamentos se concretizaram. O montante, entretanto, pode ser bem maior. O levantamento realizado pelo Sinduscon/RN só considera as construtoras associadas.
O RN fechou o ano com um saldo positivo de 12.269 novos postos com carteira assinada - 93,7% deles nos setores de comércio e de serviços. O número foi 58% menor que o registrado em 2010. O ano, considerado atípico para a economia de uma forma geral, marcou a retomada da economia no pós-crise, por isso não pode ser usado como parâmetro para os anos seguintes. A grande responsável pelo recuo em 2011 foi a Indústria de Transformação, liderada pela indústria têxtil e de confecções, que fechou o ano com saldo negativo de 4.609.

  GASTOS COM MINHA CASA 

GASTOS COM MINHA CASA, MINHA VIDA VÃO SER RECLASSIFICADOS PARA AUMENTAR INVESTIMENTOS

A equipe econômica mudará a classificação dos gastos com o Programa Minha Casa, Minha Vida para aumentar os investimentos e reduzir o crescimento das despesas de custeio manutenção da máquina pública. O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse nesta sexta-feira (27) que os gastos com o programa habitacional, atualmente consideradas como custeio, passarão a ser incluídos nos investimentos federais, que incluem as obras públicas e a compra de equipamentos pelo governo. Desde meados do ano passado, estamos trabalhando na mudança e, a partir de 2012, vamos alterar a classificação, disse o secretário ao comentar o superávit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) de 2011. Para o secretário, a mudança permitirá que os gastos públicos sejam avaliados de forma mais precisa. Pelos critérios atuais, os investimentos encerraram o ano passado com crescimento de apenas 0,8% em relação a 2010, enquanto os custeios aumentaram 13%. Caso as despesas com o programa habitacional, que totalizaram R$ 7,7 bilhões em 2011, deixem de ser classificadas como custeio e passem a integrar os investimentos, o custeio teria crescido 8,1%, e os investimentos, 13,4%. Atualmente, o Minha Casa, Minha Vida é classificado como custeio porque o dinheiro não é aplicado diretamente na construção de moradias, mas em subsídios para financiar a compra de unidades habitacionais a juros baixos. A equipe econômica passou a entender que o programa deveria ser considerado investimento porque resulta na ampliação da oferta habitacional do país. Sobre a evolução dos investimentos em 2011, Augustin reconheceu que as obras federais não avançaram no ritmo que o governo gostaria. Ele atribuiu a desaceleração ao começo de governo, quando muitas equipes nos ministérios são reformuladas, e à etapa inicial da segunda parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), em que muitos investimentos ainda estão na fase de projetos e não foram executados. O secretário declarou que o governo, na verdade, está preocupado com a evolução dos investimentos no longo prazo e disse acreditar que o ritmo de crescimento desses gastos vai se recuperar em 2012. O investimento não é o que gostaríamos, mas esse tipo de gasto tem de ser olhado no médio e longo prazo. Se oscilou num momento ou outro, para mim é irrelevante.
Jornal do Commércio RJ - Online/RJ 28/01/2012

 

  CONTROLE DE GASTO DO GOVERNO 

DILMA APERTA CONTROLE DE GASTO DO GOVERNO


Despesas extras de ministérios terão de ser autorizadas por comissão formada por Casa Civil, Fazenda e Planejamento.Objetivo da presidente é tentar conciliar os cortes no Orçamento com a intenção de elevar investimentos
Diante da dificuldade de compatibilizar o corte de gastos em discussão com a equipe econômica e a necessidade de aumentar investimentos em 2012, a presidente Dilma Rousseff decidiu elevar o controle sobre o andamento de despesas dos ministérios.
A partir de agora, a Junta Orçamentária, formada por Casa Civil, Fazenda e Planejamento, dará a palavra final sobre qualquer novo gasto que envolva dinheiro oficial.
Ao mesmo tempo, Dilma vai cobrar metas dos ministros para projetos e obras considerados prioritários.
A presidente quer monitoramento em tempo real. Para o Palácio do Planalto, isso permitirá acelerar investimentos, determinação expressa da presidente na primeira reunião ministerial do ano, ocorrida anteontem.
Segundo relato de presentes, Dilma disse que não irá liberar dinheiro para não ser usado. Daí a ideia de aumentar a importância da Junta Orçamentária. Na prática, trata-se da instituição de embargo formal antes de autorizar despesa extra no Executivo.
É a primeira vez na administração Dilma que o colegiado ganha papel político, uma espécie de "banca examinadora dos gastos".
No passado, todos os embates econômicos se davam nas reuniões da Junta Orçamentária. Era lá que Dilma Rousseff, então chefe da Casa Civil, expunha sua insatisfação com os baixos índices de investimento federal.
Muitos dos encontros eram tensos. Um deles tornou-se famoso: à época titular da Fazenda, Antonio Palocci foi acusado por Dilma de esconder do presidente os números da economia ao focar um severo ajuste fiscal.
Internamente, a reativação do órgão é vista como um esforço para equilibrar mais os poderes na Esplanada.
Até agora, o ministro Guido Mantega (Fazenda) era o único interlocutor de Dilma na área econômica. Com os debates cada vez mais divididos com Casa Civil e Planejamento, a influência fica mais diluída e as eventuais divisões, mais expostas.
A presidente ainda não sinalizou sobre o tamanho do ajuste empreendido nas contas públicas. Especula-se um corte em torno de R$ 60 bilhões, marca considerada muito alta por integrantes do Palácio do Planalto.
Nos gastos à prova de corte estariam as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e do Minha Casa, Minha Vida.
Na reunião ministerial, Mantega reforçou o compromisso com a meta de superavit primário, fixada em 3,1% do PIB neste ano.
Há, porém, divergências. Uma ala do governo defende que o desejo de cumprir a meta não pode se sobrepor aos investimentos, arma para garantir a expansão da economia neste ano.
Na avaliação da maioria dos economistas, e também de integrantes do governo, um ajuste fiscal de R$ 60 bilhões, somado a um superavit de 3,1%, não permitirá os investimentos necessários para fazer o PIB crescer entre 4% e 5% em 2012, meta declarada do governo federal.

  "Minha Casa" 
MINHA CASA' ESTÁ INVIÁVEL, ALERTAM EMPRESÁRIOS

O programa Minha Casa Minha Vida praticamente não existiu em 2011 para as famílias de baixa renda e seguirá o mesmo destino em 2012 se o governo não elevar os valores das unidades atendidas. A avaliação é do empresário Eduardo Aroeira Almeida, sócio-diretor da Apex Engenharia, que atua no segmento popular no Distrito Federal. "Acho que essa é a avaliação geral, pelo que tenho conversado com empresários de outros Estados."
 Para empresários da construção civil, a alta dos preços dos imóveis, associada ao aumento das exigências como adequações para idosos e deficientes físicos inviabiliza a construção de unidades. Paradoxalmente, segundo Almeida, o próprio lançamento do Minha Casa Minha Vida provocou a especulação imobiliária. "Apartamento que eu vendia por R$ 90 mil no início hoje está por R$ 170 mil." O preço médio da moradia destinada a esse público subiu de R$ 42 mil para R$ 55,2 mil. Nos municípios da região metropolitana do Estado de São Paulo e Distrito Federal, o limite é de R$ 65 mil.
 No caso da capital federal, em particular, o preço dos terrenos é tão elevado que não foi construída nenhuma unidade destinada às famílias com renda de até três salários mínimos. "O Distrito Federal é limitado na oferta de terrenos, pois há grande dificuldade na legalização de terras", explica o vice-presidente do Sinduscon-DF, Paulo Muniz.
 Um microempresário que não quis ser identificado conta que construiu três unidades na periferia de Formosa, já fora dos limites do DF, em Goiás, com o intuito de vendê-las por meio do programa. Não teve sucesso porque a rua não era asfaltada, como exige a Caixa Econômica Federal. Depois disso, desistiu da carreira de empreiteiro. "Hoje, um lote em área não muito boa aqui em Formosa não sai por menos de R$ 80 mil, então não dá para enquadrar", explica.
 O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, concorda que construir para o Minha Casa Minha Vida tornou-se inviável em alguns locais. "Mas depende da região", diz. "Em algumas cidades, os limites do Minha Casa Minha Vida são suficientes." Ele informa que o aumento do valor das unidades está em discussão com o Ministério das Cidades, responsável pelo programa.
 "Mas não dá para ficar 100% em cima do governo federal", defende. "Os Estados e as prefeituras têm de entrar." Isso já ocorreu em São Paulo, onde o governador Geraldo Alckmin e a presidente Dilma Rousseff assinaram este mês um convênio no valor de R$ 8 bilhões para construir em parceria 97 mil casas e apartamentos para famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil.
 O governo paulista vai doar R$ 20 mil por unidade, em adição aos R$ 65 mil alocados pela União, de forma a viabilizar a construção dessas habitações. Segundo Simão, processo semelhante ocorre em Belo Horizonte (MG), onde a prefeitura vai entrar com os terrenos.
 A secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, informa que não há, no momento, discussão para novo reajuste no preço de imóvel ou redução de tributo para a indústria da construção. "Não dá para o valor final mudar sempre. O município pode estabelecer zonas especiais para assegurar um melhor preço do terreno e as empresas melhorarem o processo industrial para ganharem eficiência", frisa.
 Crescimento.  Em meados do ano, Dilma poderá elevar a meta de construção do Minha Casa Minha Vida, dos atuais 2 milhões de unidades para 2,6 milhões até o fim de 2014. O programa é uma das principais apostas para manter a economia aquecida em ano de crise internacional. A presidente quer uma taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 4% e 5%. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta 3% e o mercado financeiro estima 3,27%. "Neste ano, o programa será um dos grandes instrumentos para aumento do investimento e para geração de empregos", diz Inês Magalhães.
 É justamente por causa da importância do programa para a estratégia de crescimento econômico que o empresário Almeida acredita em um reajuste nos valores das habitações. "Eles contam com a construção civil para atravessar a crise, mas para isso o Ministério das Cidades vai ter de ser mais ousado na definição das faixas", aposta. "Se ficar como está, o Minha Casa Minha Vida vai parar no DF."