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GASMIG elevará capital em 280%


 A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) vai ampliar o capital social em 280,3%, de R$ 169,282 milhões para R$ 643,779 milhões. De acordo com informações da estatal, o aumento partiu da incorporação de recursos de lucros acumulados nos últimos exercícios e, portanto, a operação não modificaria o número de ações da empresa.

A composição acionária da Gasmig é dividida em 56% da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), 3,6% do governo de Minas, 0,4% da Prefeitura de Belo Horizonte e 40% da Petrobras. O montante referente ao capital social da Gasmig será dividido em 136,418 milhões de ações ordinárias nominativas sem valor nominal e 272,836 milhões de ações preferenciais nominativas sem valor nominal.
 
A Gasmig possui um plano de expansão que prevê aportes de R$ 1 bilhão, com o objetivo de triplicar, até 2013, a extensão da malha de gasodutos e o volume de vendas da empresa. Hoje, a estatal possui cerca de 400 quilômetros de ramais instalados no Estado, que passariam para 800 quilômetros até 2010, com a implantação dos gasodutos do Vale do Aço e do Sul de Minas.

A estatal estaria preparada para investir pelo menos R$ 1 bilhão entre 2009 e 2010. Os aportes estariam alinhados à demanda do setor industrial, que depende do gás natural para manter a produção, mesmo que em níveis mais baixos em função dos efeitos da crise financeira, e aos novos projetos que se instalarão em Minas e que dependerão do abastecimento para serem viabilizados.

De acordo com informações da Gasmig, a companhia possui um plano "ousado" para distribuição de gás natural em Minas Gerais. Se somados aos aportes em parceria com a Petrobras, os investimentos totalizarão R$ 1,771 bilhão nos dois gasodutos (Sul de Minas e Vale do Aço).

Em junho a empresa iniciou a implantação da segunda etapa do Gasoduto Vale do Aço, entre os municípios de Ouro Branco (Região Central) e Belo Oriente, em quatro frentes de trabalho diferentes. De acordo com informações da estatal, as obras estão dentro do cronograma, com previsão de término para abril de 2010. A atual fase do ramal terá 280 quilômetros de extensão e custará cerca de R$ 200 milhões.

Consumo

Mesmo com a redução drástica no consumo de gás natural pela indústria mineira, a Gasmig não suspendeu os projetos de investimentos que estavam previstos. Entre 2009 e 2010 a empresa pretende investir R$ 800 milhões. A Galvão Engenharia, empresa responsável pelo trecho, havia iniciado a mobilização de trabalhadores e equipamentos no canteiro de obras em maio. A fase em andamento consiste na construção da pista, que criará o acesso para iniciar a abertura da vala onde o gasoduto será efetivamente instalado. No pico das obras, o gasoduto precisará de aproximadamente 500 trabalhadores. O projeto para o abastecimento do Vale do Aço, que compreende um gasoduto de aproximadamente 300 quilômetros, custará cerca de R$ 700 milhões e deverá ser totalmente concluído até aberil de 2010. A primeira etapa do gasoduto do Vale do Aço foi finalizada no final do ano passado. Ela compreendeu o trecho de cerca de 50 quilômetros, entre Ouro Branco e Ouro Preto, também na região Central. Em toda a extensão, o ramal Vale do Aço vai de Ouro Branco a Belo Oriente, atendendo ao parque industrial entre os dois municípios. Além da Gerdau Açominas e da Cenibra, instaladas em cidades entre o início e o término da rede, outras grandes companhias serão abastecidas pelo empreendimento, como a Novelis (Ouro Preto), ArceloMittal Aços Longos (João Monlevade), ArcelorMittal Inox Brasil (Timóteo) e Usiminas (Ipatinga).

A Gasmig também está trabalhando na construção da rede do Gasoduto Sul de Minas, que terá capacidade de 873 mil metros cúbicos de gás por dia. As obras estão em andamento desde o primeiro semestre do ano passado e deverão ser finalizadas em outubro. A previsão inicial era para o final do primeiro semestre, mas o cronograma sofreu atrasos. O ramal, que vai de Jacutinga a Poços de Caldas, com 110 quilômetros de extensão, custará R$ 150 milhões. No projeto com a Petrobras, o trecho de 93 quilômetros que vai de Paulínea (São Paulo) a Jacutinga (Sul de Minas) consumirá investimentos de R$ 350 milhões. O ramal também se encontra em construção.


Fonte:Diário do Comércio (MG)


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